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“Bossa Negra” resgata a cultura africana da bossa nova

Música - 21/12/2014 10:58


O samba é um gênero que sempre propiciou grandes encontros musicais. Zeca Pagodinho, por exemplo, dividiu o palco com sua madrinha Beth Carvalho por diversas vezes. Tivemos também o privilégio de assistir à reunião dos Demônios da Garoa com Jorge Aragão, Fundo de Quintal com Martinho da Vila e por aí vai? Seguindo esta linha, a Universal Music acaba de lançar o CD “Bossa Negra”, concretizando a parceria entre Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda. No início deste ano, os artistas organizaram suas agendas para, até o mês de agosto, gravar o repertório e lançar o projeto.

Apesar do álbum ter chegado ao mercado somente neste ano, a ideia do Bossa negra é antiga. “Ela surgiu em Miami (Estados Unidos), em cima do palco, enquando eu dava uma canja no show do Hamilton. Foi um jam que aconteceu sem ensaio. O repertório foi escolhido na hora e incluiu canções de artistas que admiramos – como Baden Powell e Vinícius de Moraes, entre outros. O resultado foi ótimo e no camarim decidimos que tínhamos que levar a parceria adiante”, recorda Diogo. Durante cinco anos os artistas mantiveram contato e finalmente em 2014 conseguiram afinar as agendas para a concretização do “Bossa Negra”. “Começamos a montar o repertório e o processo todo, incluindo a produção do álbum, levou cerca de seis meses”, completa Hamilton.

Com o projeto pronto, a Universal Music entrou no circuito para realizar a distribuição e divulgação no Brasil e em vários países da América Latina. “O disco traz músicas de nossa autoria, além de uma pérola inédita chamada ‘Salamandra’, do João Nogueira e Paulo César Pinheiro”, explica Hamilton. É bom ressaltar que há também versões de Pixinguinha, Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso e Arlindo Cruz. As canções de “Bossa Negra” caíram nas graças dos críticos musicais e amantes da boa música. Com influências da cultura negra, o projeto resgata a base melódica de nossa música popular vinda do continente africano. “Essa ligação com a África está não só no DNA de nossa música, mas na nossa cultura como um todo. A filosofia do batuque se mantém criativa e estimulante – sempre!”, explica Hamilton.

Apesar de todo o conceito cultural impregnado em “Bossa Negra”, o projeto acabou ganhando o circuito comercial. Segundo a dupla, o disco superou as expectativas, já toca nas rádios adultas de vários estados, além de ter entrado na lista dos mais vendidos do iTunes “Fizemos um projeto de coração, sem ter a preocupação de adequá-lo aos padrões comerciais”, explica Diogo. “Mas que bom que o público esteja gostando!”.

TURNÊS E SHOWS

“Bossa Negra” foi feito a oito mãos e quase de forma artesanal – já que se trata de um projeto independente. Além dos artistas, seus empresários Afonso Carvalho (Diogo Nogueira) e Marcos Portinari (Hamilton de Holanda) acabaram se envolvendo. “Eles vão além do papel tradicional de negociadores de shows. São criadores, pensam e realizam tudo junto com a gente”, detalha Diogo. Portinari é co-autor de boa parte das músicas inéditas, junto com Hamilton e Diogo. Já os arranjos e a direção musical ficaram a cargo de Hamilton.

Para divulgar o CD, os artistas terão que trabalhar dobrado, pois a promoção e as apresentações aconterão em paralelo aos shows solo que realizam. “Bossa Negra” estreou no Rio e já foi levado a São Paulo e Curitiba, entre outras praças. “Estamos preparando uma tour internacional para o ano que vem”, afirma Hamilton, cujo talento é reconhecido no exterior. E, se depender da vontade dos artistas e da beleza do espetáculo, “Bossa Negra” vai virar DVD. “O cenário e as luzes estão lindos. O visual do show cai bem em um DVD”, finaliza Diogo.
Fonte: Portal Sucesso 
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